Olá amigos, tudo bem? Neste encontro decidi escrever sobre um assunto bem difícil de explicar com palavras, mas tentarei ajudá-los ao máximo por aqui.

A nossa profissão, vem passando por grandes modificações durante estes últimos tempos, de equipamentos a como negociamos nossa arte. Tudo isso, tem a cada dia se transformado, e o tema escolhido cabe bem neste momento.

Acredito que a arte de tocar bem um instrumento passa por um conhecimento maior sobre si mesmo e esta se torna uma técnica em busca de aperfeiçoamento.

Tocando bateria

Quantos são e quais são seus critérios sobre tocar bem? Já parou para pensar sobre isso? Já percebeu que em um simples bate papo com qualquer amigo existirão pontos diferentes sobre esta questão?

Pare agora mesmo o que está fazendo!

Coloque no papel estes critérios, mas sem mentiras! Você lembra que falei sobre autoconhecimento? Então agora você precisará dele.

Primeiramente, entendemos que temos fases na vida e nossos critérios dependem delas. Então vamos pensar sem nenhum preconceito, mas temos que levar em consideração estilos e educação que recebemos de nossos pais e o local que moramos, isso sem falar do estímulo auditivo durante nossa infância.

Se pararmos para pensar, não existe muito sentido em discutir ou brigar com qualquer pessoa sobre isso; e ainda existe o critério do gosto musical, que nós nem falamos sobre.

Onde quero chegar com essa história toda?

Bem, é que precisamos nos conscientizar sobre a beleza das variedades, de formas e estilos; e conseguir enxergar, sem preconceito, a qualidade e, ainda mais um pouco, a emoção. Agora sim, o assunto em questão.

Acredito que, como bateristas, temos que desenvolver a sensibilidade de transformar nosso som em sentimentos, através do instrumento, e isso inclui o que for possível: raiva, tensão, alegria, relaxamento, amor, energia, delicadeza, etc., e ainda muito mais.

Imagine que é um ator e que não adianta só decorar as “falas” do texto (em nosso caso os arranjos), mas temos que dar sentido a elas, se não fizer direito, não adiantou nada aquele tempo todo de estudo, no máximo, vai sair “certinho”, mas completamente “frio”, e as pessoas vão responder a isso com aquelas frases: toca bem, né? É rápido, né? Parece até um polvo!!! (Kkkk) e nada mais!!!

Tocar bem é uma questão de paixão pela música

Então amigos, minha dica é: vamos investir em nós mesmos, nos percebendo melhor, aumentando a sensibilidade na música, entendendo o que significa a letra e ser coerente com uma atitude entre som e emoção quando tocamos. Garanto que depois de um tempo entenderá bem e sentirá uma grande diferença no seu modo de tocar e de ouvir, e as pessoas levarão para casa uma sensação de que participaram de algo “mágico”, que transformou o dia delas e que as fez sentir uma experiência que vai além da técnica e das palavras.

Aproveito pra desejar muita música de sentimento e sempre saúde, paz e jazz!!!
TJAZZ.

CONTEÚDO VIP

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Julio Bittencourt
É formado pela Universidade Livre de Música Tom Jobim e diretor do Instituto Musical Bittencourt (IMB). Estudou com grandes bateristas como: John Riley, Zé Eduardo Nazário, Duda Neves e Toniquinho. Atualmente é endorsee das marcas Gretsch e Drum Pads.

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